Prefeitura de São Luis articula parcerias para fortalecimento da Escola Casa Familiar Rural

12/03/2016 17:51

A Prefeitura de São Luís, por intermédio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), está articulando iniciativas para revitalização e fortalecimento das atividades da Escola Casa Familiar Rural (ECFR). Localizada no Quebra-Pote, zona rural de São Luís, a escola oferece educação integral, combinando conteúdos regulares da Educação de Jovens e Adultos (EJA) ao ensino de atividades voltadas para o campo e para a agricultura familiar.

Esta semana, o secretário municipal de Educação, Moacir Feitosa, visitou a Escola Casa Familiar Rural acompanhado da gerente de relações institucionais e comunicação da Alumar, Joana Burgos. Acompanhados da equipe técnica da Semed, eles conversaram com os estudantes. "Daqui já saíram alunos para a escola agrotécnica, para o Ifma. Esta escola é motivo de grande orgulho para nós. Por isso, o prefeito Edivaldo determinou o reforço das ações que já são realizadas aqui. Queremos tornar a casa ainda mais produtiva, aumentando a produção de vegetais desta região e desenvolvendo projetos que beneficiem toda a sociedade", disse o secretário Moacir Feitosa.

"A Alumar foi parceira para a construção desta escola. A nossa visita aqui é para dizer que queremos continuar amigos da Escola Casa Familiar Rural. Queremos retomar o trabalho conjunto que tínhamos para cá. Vocês, estudantes, com vontade de estudar e aprender, podem ter várias oportunidades", disse Joana Burgos aos estudantes.


DESENVOLVIMENTO

A proposta socioeducativa da ECFR é de estimular os jovens a permanecer no campo e na agricultura familiar, de forma comprometida com o desenvolvimento de suas comunidades e da região. Os estudantes tem aulas dos conteúdos escolares da EJA, mas também sobre técnicas de cultivo e de aumento de produtividade no campo.

O ciclo de atividades tem duração de três anos e é fundamentado na metodologia educacional da pedagogia da alternância. O adolescente passa uma semana na ECFR e, em seguida, duas semanas na comunidade, compartilhando o conhecimento adquirido na escola e desenvolvendo a agricultura em sua própria casa. "Os alunos saem daqui iniciados em agricultura, pecuária e criação de pequenos animais. Eles podem usar esse conhecimento para o empreendedorismo na área rural, em qualquer uma dessas áreas", explicou Sidnê Costa Melo, professor na ECFR.

A área da ECFR é de 20 hectares, compreendendo o prédio da escola, com salas de aula, pátio, biblioteca e alojamentos dos estudantes, e a área externa destinada ao cultivo. Atualmente, o espaço atende a 50 estudantes, cujas atividades estão segmentadas em três eixos: animal, vegetal e o núcleo comum, que inclui Língua Portuguesa, Matemática, Filosofia, Ciências, História, Inglês e Geografia. A Casa também oferece outras ações e projetos voltados para os estudantes, como projetos de expressão artística, reforço escolar e incentivo à leitura, de assistência técnica e extensão rural.

CARREIRA

Alexandre da Silva Carneiro, de 16 anos, estuda há um ano na ECFR. Ele vê na escola o incentivo para terminar os estudos e seguir carreira na área da agricultura familiar. "A escola tem me proporcionado muito aprendizado. Os professores são atenciosos e incentivam os nossos estudos. Quero continuar estudando porque sei que estou construindo um futuro melhor para mim. E quando eu sair da escola já vou ter aprendido muita coisa da agricultura e vou poder crescer profissionalmente na minha própria região, sem precisar sair daqui," contou.

Para Carlos Eduardo da Conceição dos Santos, também matriculado na casa, a ECFR ensina os jovens a terem disciplina e respeito um com o outro. Além das atividades pedagógicas os estudantes ajudam na organização do ambiente e desenvolvem diversas tarefas. "Gosto demais daqui. Nos damos muito bem com todos os profissionais da escola: os professores, o zelador, a merendeira, todos são muito legais. Considero a escola como minha segunda casa. As disciplinas que mais gosto são as do eixo vegetal, me identifico com as plantas", destacou o garoto.

Quem conclui o ciclo na ECFR pode aplicar os conhecimentos na propriedade rural em que reside. Assim, a escola ajuda a gerar qualidade de vida para as comunidades do entorno e combate o êxodo rural. Outros escolhem trabalhar como educadores no meio rural. É o caso de Rafael Vieira Gonçalves, que concluiu o ciclo e, em seguida, formou-se no curso de Técnico em Agropecuária pelo Instituto Federal do Maranhão (Ifma). Hoje, ele frequenta a casa regularmente, incentivando novos estudantes.

"Aqui foi o berço de tudo. A Escola Casa Familiar Rural foi o meu primeiro contato com a terra. Quero estar com esses jovens que estão começando para contribuir no desenvolvimento deles, assim como a escola contribuiu para o meu crescimento e conhecimento. Eu abracei a oportunidade que a escola está dando. Hoje eu amo o que faço e agradeço a ECFR por isso", contou Rafael.

VISITAS

Sâmara Tanabi Viégas, gestora da ECFR, explica que os estudantes recebem visitas técnicas da escola nas semanas em que ficam em casa. O objetivo é analisar o desenvolvimento das atividades na prática e verificar se correspondem à teoria da sala de aula. Sâmara também destaca a forte parceria com a comunidade. "Temos contato muito próximo com as famílias e todas as nossas ações se dão a partir desse diálogo. Acreditamos na nossa metodologia de alternância, ela é fundamental para os jovens da região que certamente estão ligados à agricultura. Queremos contribuir para a formação de homens e cidadãos de bem," ressaltou Sâmara.

O programa da escola inclui ainda prática esportiva e atividades em grupo. A novidade do novo ciclo escolar, iniciado no final de fevereiro, é a ioga. "Na fase da adolescência os jovens tendem a se dispersar. A ioga ajuda na concentração, no autoconhecimento e permite que eles desenvolvam habilidades que vão ajudar em todas as disciplinas," disse José de Ribamar Miranda Júnior, professor de artes da ECFR e responsável pela modalidade.

As comunidades próximas à ECFR consideram o espaço como um ponto de apoio e parceria. A cozinheira Deuzimar Silva Fomes, moradora da comunidade Cassaco, sempre que pode visita a Escola Casa Familiar Rural. "Todos os meus cinco filhos estudaram aqui e agradeço muito por essa oportunidade. Considero essa escola como minha casa e as pessoas que trabalham aqui como minha segunda família. Sempre estamos em contato, com atividades de parceria para a educação dos jovens, para a comunidade. Somos muito felizes", disse ela.

 

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