O homem pobre e o governante malandro

07/03/2013 10:40

 

Tem sido medonho o proceder dos governos atuais de países latino-americanos. Alguns deles deixaram de ser democráticos faz tempo: a imprensa é perseguida e os opositores do governo são tratados como traidores da pátria. Os apoiadores desses governos, que são as pessoas que deles se beneficiam , chamam os seus opositores de “representantes do capitalismo internacional”, “defensores da elite”, “sabotadores do governo” ou “inimigos do povo”. Entretanto, não há governo que se sustente no poder contrariando as elites locais ou o capitalismo internacional. Tratá-los como inimigos é uma mentira que só prevalece em ambientes nos quais a imprensa é censurada ou a população é carente de educação política. Aí a alternativa de maior sucesso tem sido a de manipular as informações para que se incentive o antagonismo entre o Bem e o Mal, colocando de um lado os governantes e do outro os opositores.
Entre garantir o voto de hoje ou a elevação do padrão de vida da população amanhã, os governos desses países têm adotado a prática dos donativos já. Grata pelo que o “bom governante lhes dá”, a população não percebe que se trata de um subterfúgio que, como um analgésico tomado em excesso, além de não solucionar o problema da falta de escolaridade e de investimento produtivo, essenciais para induzir o aumento da renda, constitui uma herança maldita a filhos e netos que permanecerão dependentes das “benesses” dos governos e viverão com um padrão de vida inferior ao das pessoas do mundo que estuda e trabalha.
A Venezuela, cujo presidente está moribundo ou já foi levado ao reino de Hades, parece, daqui de longe, ser um exemplo gritante de como a vaidade de um governante pode levar todo um país ao declínio. Ambos os lados, população e governo, buscam manter o status, de forma a satisfazer seus interesses imediatos: o pobre quer a bolsa hoje e a elite quer acumular agora. Porém, com o fim do populismo chavista é esperada uma crise institucional, pelo menos porque quem governa o país agora não foi eleito. E o futuro, lá, como aqui, ninguém não quer nem pensar.
 
PS: Este texto foi inspirado por artigo publicado em 05mar2013 no sítio El Diário de Caracas e que pode ser lido em https://leonardosilvabeauregard.blogspot.com.br/ . Achei muito interessante a referência que aquele autor faz ao “Foro de São Paulo”, em especial a insinuação de que haveria um acordo entre os partidos para ajudarem uns aos outros a chegarem e se manterem no poder. Quem quiser uma informação básica sobre o tema, vá ao primeiro lugar de sempre: Wikipédia! https://pt.wikipedia.org/wiki/Foro_de_S%C3%A3o_Paulo Quem tiver mais o que dizer sobre Venezuela ou o Foro, comente aqui.

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